Pular para o conteúdo principal

Como foi participar mais ativamente da organização do workshop WoCCES 2018

Há cinco anos eu participo da organização de um workshop de comunicação em sistemas embarcados críticos, tendo entrado para o time na 2ª edição do evento. O Workshop on Communications in Critical Embedded Systems (WoCCES) começou bem tímido em 2013, quando participei como autor de um artigo, e seguiu crescendo ano após ano. Há alguns dias foi realizada a 6ª edição e é sobre ela que eu quero falar hoje.

Quando assumi como professor na UTFPR prometi a mim mesmo que passaria a me envolver mais com a organização do workshop. Tomei a liberdade de sugerir aos meus colegas de organização que tentássemos mover o WoCCES para um novo patamar, transformando-o em um evento internacional para atingir um público maior. Por sorte, descobri que um simpósio da IEEE estava recebendo propostas de workshops e a realização do evento seria no Brasil em 2018, o que nos pareceu perfeito para realizar a mudança de uma maneira menos radical. Submetemos a proposta em janeiro de 2018 e ela foi aceita em poucos dias.

Todas as cinco primeiras edições do WoCCES foram realizadas dentro do Simpósio Brasileiro de Redes de Computadores e Sistemas Distribuídos (SBRC), o principal evento da área no Brasil. Somos muito gratos pela acolhida de 2013 a 2017 nas cidades de Brasília, Florianópolis, Vitória, Salvador e Belém. Em 2018, nossa tentativa de torná-lo internacional deu certo graças ao IEEE Symposium on Computers and Communications (ISCC 2018) e foi assim que o WoCCES 2018 começou a ser colocado em prática.

Como eu havia me comprometido a dar mais atenção ao workshop, segui meu entusiasmo e preparei o website, os folders de divulgação, participei ativamente das etapas de submissão, revisão e aceite final dos artigos. Cada vez eu me sentia mais animado para o evento, planejando a agenda do dia do workshop e a viagem para Natal e, coincidentemente, esta foi a primeira vez que conduzi o workshop “sozinho”, já que os demais organizadores não puderam participar. Além da ajuda deles, tive o apoio imprescindível de uma grande amiga e colega de trabalho, a Naty, que me ajudou a manter o nível do workshop lá em cima, além de autores e palestrantes convidados.

A experiência não poderia ter sido melhor! O número de pessoas que passaram pelo workshop foi possivelmente o maior de todas as edições e a nossa satisfação também. Primeiro pelo fato de termos conseguido transformá-lo em internacional; segundo por tê-lo incluído em um simpósio da IEEE; terceiro porque, sob a ótica pessoal, pude realizar o que prometi; e quarto porque o workshop recebeu  vários elogios.

Agradeço aos meus colegas de organização pela confiança e a todos os envolvidos nas palestras e apresentações, principalmente aos professores Everton e Márjory, que elevaram ainda mais a qualidade do workshop com palestras muito legais. Que venham as próximas edições do WoCCES e que ele cresça mais e mais!

Para ver os artigos e as apresentações do #WoCCES2018, visite o site oficial. Para ver as fotos do evento, acesse o álbum do Facebook. E não deixe de curtir a página oficial.


Comentários



Postagens mais visitadas deste blog

Você sabe o que é Computação em Névoa?

Provavelmente você já ouviu falar sobre a "nuvem". Segundo a Wikipédia, a computação em nuvem  é "a disponibilidade, sob demanda, de recursos computacionais, especialmente armazenamento e processamento de dados, sem o gerenciamento ativo direto do utilizador." Este é um termo bastante conhecido e que já faz parte do nosso dia a dia, provendo serviços e aplicações de vasto uso, como, por exemplo, o Google Drive, o Trello ou dando suporte a aplicativos de celular como Uber e iFood. Agora, pergunto: você já ouviu falar em computação em névoa ? É isso mesmo que você leu: névoa (ou neblina) . Trata-se de um novo paradigma na área de Redes de Computadores e Sistemas Distribuídos, inventado em 2012, que tem ganhado espaço para o suporte a aplicações muito importantes, como a Internet das Coisas. Venha saber um pouco mais sobre a tal Computação em Névoa assistindo ao Estudo de Caso que liberei como material integrante do Curso Aberto de Redes: Ei! Você, educador ou educado

Como acessar artigos científicos gratuitamente sem estar na rede da sua instituição de ensino?

" Artigo científico é o trabalho acadêmico ou científico que apresenta e discute ideias, métodos, técnicas, processos e resultados sucintos de uma pesquisa realizada de acordo com o método científico ou inferência conforme a hermenêutica das humanidades, cujo conhecimento produzido é aceito por uma comunidade de pesquisadores. Por esse motivo, considera-se científico o artigo que foi submetido a exame por outros cientistas, que verificam as informações, os métodos e a precisão lógico-metodológica das conclusões ou resultados obtidos." (Fonte: Wikipédia ) O acesso a artigos científicos publicados por importantes revistas e editoras tem, quase sempre, algum custo associado. Recentemente, tem se tornado comum a publicação de artigos no modo Open Access (acesso aberto), o qual não requer que seus leitores façam qualquer tipo de pagamento ou cadastro, mas que só é publicado mediante o pagamento de altas taxas , recurso que nem todo pesquisador tem ao seu alcance. Alunos co

Como gravar vídeo-aulas de forma fácil e gratuita | Dicas #COVID19

Este é um post tutorial para ajudar quem precisa transmitir ou disponibilizar material gravado durante as medidas de contenção do COVID-19 . Fique em casa e aproveite para aprender. Instalando o software OBS Studio O Open Broadcaster Software (OBS) é de código aberto e distribuído gratuitamente no endereço obsproject.com . O OBS Studio é multiplataforma e está disponível para Windows, Mac OS e Linux. Baixe o software adequado para o seu sistema operacional e instale-o; Ao abrir o OBS Studio pela primeira vez, utilize o "Assistente de Configuração" para deixá-lo preparado para o que você precisa. Basta seguir os passos e escolher entre gravação e transmissão em tempo real. Preparando o ambiente para a gravação Ao abrir o software, você vai se deparar com a seguinte interface: Identifique a caixa chamada "Fontes" na parte inferior do programa; Dentro dela, selecione o botão "+"; Escolha "Dispositivo